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CUIDADO COM AS DOENÇAS DE VERÃO

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Simples precauções podem evitar transtornos durante as férias

A única preocupação nas férias deve ser a diversão, mas a época mais quente do ano, em que as praias, parques e clubes estão lotados, também é a porta de entrada para algumas doenças que podem incomodar bastante, como as infecções na pele, acne solar, foliculite,  manchas, micoses, “bicho geográfico” e brotoeja. Segundo o dermatologista Erasmo Tokarski, é nesse período que essas enfermidades se proliferam e a procura por soluções rápidas aumentam nos consultórios, mas com cuidados simples, grande parte dos problemas, típicos dessa época do ano, podem ser evitados.

As micoses são as queixas mais comuns no verão, elas são causadas por fungos e bactérias que se proliferam nos ambientes quentes e úmidos. A irritação provoca ardência, coceira e deixa a pele bastante vermelha, surgem habitualmente entre os vãos dos dedos dos pés, unhas e virilhas. O tratamento é feito com alguns cremes antimicóticos e antifúngicos de uso tópico, mas pequenos cuidados como: enxugar bem o corpo, principalmente nas dobras e vãos dos dedos dos pés, usar calçados e roupas arejadas e evitar andar descalço em lugares públicos, principalmente chão de saunas, banheiros e piscinas, podem evitar maiores dores de cabeça com doença.

O melasma é outro grande vilão dessa época. São manchas que surgem em contato com o sol, praia e areia, ou ainda por causa de gravidez e pílulas anticoncepcionais. De acordo com o médico, fatores de predisposição genética podem facilitar o aparecimento dessas manchas, mas em contato com o sol se abre uma porta ainda maior para que surjam. “Nesses casos fórmulas clareadoras são indicadas, mas com a recomendação médica. É sempre bom ter cuidado com a variedade de cremes e loções clareadoras que existem no mercado. Em casos mais graves, como as manchas de espinhas, que costumam ficar bastante escuras, recomenda-se o um tratamento com laser”, ressalta.

Outro fator que pode ocasionar manchas na pele são as frutas cítricas. Ao tomar uma caipirinha ou um suco de laranja ou limão a pessoa pode ficar com resíduos ao redor da boca ou deixar cair sobre a pele. “As frutas cítricas reagem com a luz solar e formam manchas bastante escuras. Para elas pomadas com hidrocortizona são as recomendadas, mas é importante que sejam prescritas e orientadas por um médico”, explica.

A acne solar também pode se manifestar: atinge principalmente o tronco e a raiz dos membros superiores e surge poucos dias após a exposição intensa destas áreas ao sol (se apresentam em forma de pequenas “bolinhas endurecidas”). Ela pode ser evitada com a utilização de filtros solares, de preferência aquelas com base não oleosa, aplicados antes e durante a exposição ao sol.

O excesso de umidade ou suor, raspagem dos pelos ou depilação podem estimular a proliferação da foliculite, uma infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. Atinge crianças e adultos podendo surgir em qualquer localização onde existam pelos, sendo frequentes na área da barba (homens) e na virilha (mulheres).  O tratamento é feito com antibióticos de uso local ou sistêmico específicos para a bactéria causadora e cuidados antissépticos, além de evitar fatores predisponentes, como a depilação.

Bem popular, a pitiríase versicolor, conhecida como pano branco também ganha espaço e, ao contrário do que se pensa, não é adquirida na praia ou piscina. O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver provocando manchas muitas vezes acompanhadas de coceira. Muitas vezes só é percebida poucos dias após a exposição da pele ao sol, porque nas áreas afetadas, a pele não se bronzeia. O tratamento pode ser feito com medicamentos de uso via oral ou local, dependendo do grau de comprometimento da pele.

Já para quem gosta de andar descalço, muito cuidado com o “bicho geográfico”: doença causada por parasitas intestinais do cão e do gato. Ao defecar na terra ou areia, os ovos eliminados nas fezes transformam-se em larvas que podem penetrar na pele. Elas caminham formando um túnel tortuoso e avermelhado. Mais comum em crianças, as lesões são geralmente acompanhadas de muita coceira. “Os locais mais comumente atingidos são os pés e as nádegas. Para prevenir a infecção pela larva, deve-se evitar andar descalço em locais frequentados por cães e gatos. Com relação ao tratamento, ele pode ser feito por via oral para os casos mais extensos ou com o uso de medicação tópica nos casos mais brandos”, explica o dermatologista.

As tão conhecidas brotoejas também podem dar o ar da graça, principalmente nas crianças. O quadro está relacionado com o aumento do calor e da produção do suor que, extravasando dentro da pele, antes de atingir a superfície, provoca um processo inflamatório. Para evita-las é super simples: usar roupas frescas, tomar banhos frios e se proteger do calor, evitando o excesso de suor. Vale a pena lembrar que é legal evitar o excesso de roupas nas crianças pequenas, principalmente nos recém-nascidos, hábito comum entre mães com preocupação excessiva em agasalhar seus filhos.

Com cuidados básicos dá para curtir o verão numa boa!

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