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TABAGISMO

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Por ser considerada uma doença crônica, já existe tratamento para quem deseja exaurir-se deste mal que acomete mais de 1 bilhão de pessoas

O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. É responsável por cinco milhões de mortes ao ano, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. No início dos anos 90, 35% da população brasileira com mais de 15 anos era fumante. Em 2007, o índice de fumantes baixou para 16,4%, (pesquisa – Ministério da Saúde).

O tabaco é o único produto legal que causa a morte da metade de seus usuários regulares. Isto significa que de 1,3 bilhão de fumantes no mundo, 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro. De cada 100 pacientes que desenvolvem câncer, trinta são fumantes. No caso daqueles pacientes com câncer no pulmão, esse índice salta para 90% do total. Outras doenças que também estão relacionadas ao uso do tabaco são aneurisma arterial, trombose vascular, úlcera do aparelho digestivo, infecções respiratórias e impotência sexual no homem.

Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos. Fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Além disso, têm mais propensão à asma, redução da capacidade respiratória, 24% a mais de chances de infarto do miocárdio e maior risco de arteriosclerose.

Justificam-se, portanto, os esforços em desenvolver medidas de apoio à cessação do tabagismo. Aliados à determinação pessoal, os tratamentos hoje disponíveis (combinando medidas farmacológicas e não-farmacológicas, como a terapia cognitivo-comportamental) podem contribuir para o abandono definitivo do cigarro.

O fumante deve ser acompanhado por profissional qualificado para tratamento de tabagismo. Conforme a pneumologista, Lícia Stanzani, não existe um momento ideal para deixar de fumar, mesmo diante de comorbidades graves e incapacitantes. “A cessação do tabagismo melhora a qualidade de vida e a autoestima do fumante, muitas vezes abalada pelas doenças de base”, afirma.

Em muitos casos, o paciente só procura tratamento quando já tem sintomas de doenças relacionadas ao tabagismo. “Na Respirar Pneumologia e Cirurgia Torácica, a equipe de pneumologia orienta os pacientes que desejam parar de fumar, com a terapia cognitivo-comportamental e o uso de medicamentos, conforme a necessidade”, complementa Stanzani.

No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 22.424 mortes em 2011. Altamente letal, a sobrevida média cumulativa total em cinco anos varia entre 13 e 21% em países desenvolvidos e entre 7 e 10% nos países em desenvolvimento. No fim do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis.

Nos moldes recomendados até agora, o diagnóstico de câncer de pulmão é feito ao acaso ou pela identificação de algum de seus sintomas clínicos, muitas vezes tardiamente. Em consequência disto, um portador da doença tem cerca de 15% de chance de estar vivo cinco anos após o diagnóstico. Os restantes 85% lutam pela sobrevivência, com uma qualidade de vida ruim, e não chegam a viver esses escassos cinco anos.

Após a introdução da Tomografia Computadorizada de Baixa Dose nos últimos 2 anos, esse panorama tende a se modificar em favor do paciente. Realizada com um terço da quantidade de radiação de uma Tomografia Computadorizada comum, já está estabelecido que a Tomografia Computadorizada de Baixa Dose é muito superior à radiografia de tórax na detecção de nódulo pulmonar, em que mais de 50% dos nódulos menores que 2 cm deixam de ser identificados. Em projetos realizados pela Cornell University, MayoClinic e outros importantes centros de referência, observa-se que a utilização da Tomografia Computadorizada de Baixa Dose permite modificar completamente a proporção entre doença diagnosticada em fase de tratamento cirúrgico e doença diagnosticada em estágio avançado, em que o tratamento é, em geral, apenas paliativo.

É preciso mudar o destino do fumante, oferecendo-lhe orientação adequada, tratamento do tabagismo e diagnóstico precoce das doenças tabaco-relacionadas. Mudando uma vida, podemos mudar o mundo.

Crédito foto: internet

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